12-08-2008 Tour de Jeep em Wadi Rum

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O dia 12 começou bem cedo, com o autocarro à nossa espera às 6 da manhã para nos levar até ao deserto mágico de Wadi Rum. Marcamos no dia anterior no hostel um tour de jeep no deserto, que terminaria com um jantar e dormida em tendas dos beduínos, tudo isto por 35€.  Para facilitar a vida aos turistas, existe um miniautocarro que faz a recolha pelos vários hotéis de Wadi Musa (Petra) e os leva direitinhos a Wadi Rum onde já os espera o guia para esse dia. Chegámos assim pelas 9 à aldeia de Ram, onde fomos recebidos com chá. A nós os 3 juntaram-se mais um fotógrafo Israelita, Dois italianos, um dos quais estava a estudar língua árabe na Síria e o outro que só falava italiano, e duas raparigas inglesas, uma das quais filha duma brasileira. Após quase uma hora de descanso e apresentações nos sofás do nosso anfitrião, partimos para a aventura, com uma primeira paragem numa mercearia para comprar água e comida  para o almoço que não estava incluído.

Vale de Rum visto da nascente de Lawrence

O primeiro local visitado foi a “Lawrence Spring”, uma nascente de água a meio da encosta rochosa da montanha, mesmo junto à aldeia de Rum, baptizada assim devido ao famoso militar inglês T.E. Lawrence, e ao filme que conta a sua história e que celebrizou este cantinho do mundo. Estranhamente a fonte situa-se a meio da encosta duma das muitas montanhas rochosas. Lá em cima cresce uma figueira na água verde e é possível ver algumas cabras selvagens perdidas pelas encostas. A subida por o meio das rochas não é fácil. Não há caminho, é mesmo a trepar, mas a vista lá de cima compensa todo o esforço.

A nossa viatura todo-o-terreno no deserto de Wadi Rum

Embora vulgarmente chamado de deserto, Wadi Rum pode ser mais correctamente apelidado de “porta do deserto”. Há ainda bastante vegetação que se mistura com a areia e as rochas, asism como bastantes animais, sobretudo pássaros e cabras selvagens. As dunas de areia não raras e como tal, todos os tours de jeep incluem uma paragem numa. A areia é finíssima e escaldante. As duas raparigas inglesas ousaram ir de chinelos e por isso nunca se poderam afastar muito do jeep, pois as altas temperaturas queimam os pés. Nós os outros, aproveitámos a duna ao máximo para correr e rebolar 🙂

Fabulosa vista do deserto de Wadi Rum, do topo de uma duna

Ali próximo visitamos também uma enorme fenda na rocha, um local bastante fresco e um pouco húmido onde se juntam os animais para beber água. Ainda da parte da manhã fomos levados a uma rocha onde se podem observar algumas gravuras rupestres, que mostram que em tempos este já foi um local mais acolhedor. Todo o imaginário deste deserto anda à volta do Lawrence da Arábia, e é possível visitar também as ruínas duma casa por onde ele terá passado.

Uma fogueira para preparar o chá

Por volta da uma da tarde, debaixo dum sol escaldante, o nosso guia levou-nos até uma fenda na rocha onde nos preparou um chá e podemos almoçar e descansar um pouco.  Ficámos por lá umas duas horas em que podemos aproveitar para descansar um pouco deitados no chão.Da parte da tarde partimos para o últimos dos locais que iríamos visitar, um enorme arco de pedra.

Embora seja um pouco perigosa a subida, especialmente para os menos preparados, o guia quase obrigou todos a subirem. Se fosse na Europa medricas já tinha sido proibido. Para nós, depois  estágio do dia anterior no “Adventure Canyon” em Petra foi uma brincadeira de crianças 🙂

Terminado isto dirigimos-nos ao campo onde ia-mos pernoitar.  O local não tem nada de luxos. É um amontoado de algumas tendas beduínas com camas e colchões lá dentro, mas um edifício para a cozinha e outro para a casa de banho. Somos autorizados a tomar um banho, que tem de ser rápido pois estamos no deserto e a água escasseia. Enquanto  jantar cozinha os nossos anfitriões aproveitam para jogar futebol, enquanto nós passeamos pelas rochas em redor e esperamos pelo por do sol.

Por do Sol sobre o nosso acampamento no deserto

Ao jantar tivemos um delicioso e bem servido frango assado debaixo da areia, seguido dum chá e musica tradicional à volta da fogueira.  A noite não podia ter sido mais bem escolhida.  É a noite do ano em que há mais estrelas cadentes. Como é possível trazer as camas e os cobertores para a rua foi decisão unânime dormirem todos na rua. Eu felizmente acordei pelas 4 da manhã e pode ver um espectáculo sem igual. A Lua já se tinha posto, e o sempre sempre maravilhoso céu de deserto era adornado com aproximadamente 1 estrela cadente a cada 2 segundos cheguei mesmo a ver passarem 4 ao mesmo tempo.  Um espectáculo sem igual.

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